Carlota Albuquerque é madrinha do 21º Porto Alegre em Cena

É com grande alegria que dizemos que a diretora e coreógrafa da Cia Terpsí Teatro de Dança, Carlota Albuquerque, será a madrinha da 21ª edição do Porto Alegre em Cena.

O consagrado festival que ocorrerá de 04 a 22 de setembro, apresentará 40 atrações nacionais e internacionais. A grande atração internacional deste ano é uma montagem norte-americana de Sonho de Uma Noite de Verão dirigida pelo conhecido ator Tim Robbins. Trata-se de uma das mais populares comédias de Shakespeare, cujos 450 anos de nascimento são celebrados em 2014.

E nesta segunda-feira (11/08) fomos acompanhar o coquetel de abertura do festival. Confira algumas fotos do evento.

Fotos: Francine Pressi

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Para maiores informações sobre o festival acesse:

http://www.portoalegreemcena.com/#!padrinho-madrinha/c1cc

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Depoimento de Helena Mello

Depois de uma estréia com casa cheia e muita emoção no reencontro de vários profissionais que marcaram a história da Cia Terpsí Teatro de Dança, recebemos com muito carinho as palavras de . Jornalista, mestra em Artes cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e prima de Angela Spiazzi (única bailarina a permanecer na cia. desde sua origem), assistiu a obra “Casa das Especiarias” e nos revela o que sentiu ao estar presente naquele momento. Segue o link do blog de Helena Mello com seu depoimento sobre esse trabalho:

Terpsi: a arte forjada nos corpos dos bailarinos

Celebração. Talvez essa seja a melhor palavra para descrever a apresentação do Terpsí dentro da Programação Dança.ponto.com. A ideia era fazer uma homenagem aos 25 anos desse grupo. Prima de Angela Spiazzi, a única bailarina a permanecer desde o início, acompanhei toda essa história na plateia e posso dizer que não há limites para a criatividade dessa coreógrafa chamada Carlota Albuquerque. Assisti tudo  arrepiada do início ao fim, emocionando-me com a música, com o cenário e, é claro, com esses corpos que se doam a cada movimento. A predominância do branco, os poucos elementos em cena, só destacavam ainda mais os cheiros das especiarias que saiam da pequena mesa próxima a minha cadeira. No palco, não há bailarinos, mas o pé de um, a cabeça de outro, os braços de outro, tornando, ironicamente, impossível o desmembramento desse coletivo de teatro-dança. Enquanto isso, eu segurava as lágrimas que vinham da simples constatação do privilégio que era estar ali, nessa cidade que luta para não ser esquecida no cenário nacional, vendo algo tão único, criado por pessoas com tanto talento e que transformam emoção em movimento. Reconheço características de outros trabalhos, enquanto observo que nada é igual. Pouco importa que eu já tenha visto duas décadas e meia de espetáculos, nada se repete. O Terpsí transpira o calor do corpo dos bailarinos, exala a energia de sua coreógrafa e surge e ressurge chacoalhando com os nossos sentidos. Assim, mesmo que uma chaleira esteja fervendo ali ao meu lado, tenho a sensação de que estou sonhando pelo simples fato de ser difícil acreditar que esteja diante de cenas tão poéticas, tão estéticas, tão sensíveis. Mas, tendo visto tantas outras obras do grupo não deveria estranhar que tudo é novo, fresco, como se nem tivesse sido ensaiado. Mas só quem não conhece a persistência de Carlota para imaginar que tenha sido assim e, por falar nisso, ela que sempre teve como referência Pina Baush, me faz lembrar Federico Fellini. Não importa que os bailarinos brinquem com pratos, sovem massa de pão, sirvam café ou caipirinha aos expectadores, eles me transportam a um universo onírico, onde nada é impossível, onde a gravidade é desafiada em pequenos passos ou grandes movimentos. E se tem algo que sempre me atraiu é que todos os espetáculos me trazem a vontade de dançar, me dão a impressão de que qualquer um poderia levantar e dançar também. Bem, mas terminado isso tudo, chegou a hora dos depoimentos de quem fez parte dessa história e a choradeira geral, inclusive minha, já que estavam falando de especiarias, me lembrou o filme “Como água para chocolate” no qual a tristeza da cozinheira vai parar nos pratos que ela prepara levando todo mundo as lágrimas. Pudera não. Eram milhares de momentos extremamente especiais para serem recordados. De pessoas que dançaram no grupo, de quem colaborou na criação e na estruturação do Terpsí ou até mesmo para quem sempre o fotografou e da própria Carlota que declarou que ela não era só ela, mas a soma de todos aqueles que só tinham palavras de agradecimento. Intensidade. Foi a que usaram para descrevê-la e que, sem dúvida, também serve para falar do seu trabalho e dessa noite. Como ela mesma falou, mais uma vez ela disse estar fazendo seu último espetáculo. Mas quem a conhece sabe que essa afirmação só dura até ela começar a criar o próximo. Ainda bem porque, mesmo tendo visto tantos, a gente nunca se cansa de rever o Terpsi que se recria a cada espetáculo, a cada passo dessa dança-teatro que é simplesmente fascinante. Ah, prima, e tu podes aparecer aqui em casa para sovar um pão de vez em quando.

Helena Mello

IV Festival Dançapontocom

 

| De 26 a 30 de junho

| Centro Municipal de Cultura –Teatro Renascença e Sala Alvaro Moreyra

 

O Centro de Dança da Secretaria da Cultura de Porto Alegre estará realizando de 26 a 30 de junho o IV Festival Dançapontocom. Voltado para a produção contemporânea em dança, o objetivo do evento é o de privilegiar o “encontro”, seja entre criadores, linguagens ou mesmo outros olhares e saberes.

Neste ano de 2013, privilegiando a produção local, a programação prevê uma homenagem ao grupo Terpsí Teatro de Dança, além de espetáculos, oficinas, mostras, exibição de vídeos e debates. Segundo a divulgação do evento, na plateia de cada espetáculo haverão alguns especialistas em artes visuais, psicanálise, antropologia, entre outros, propiciando um debate amplo e diversificado entre a dança e demais áreas.

Grupos e artistas participantes: Terpsí Teatro de Dança (grupo homenageado),  Muovere Cia de Dança, Eduardo Severino Cia de Dança, Art & Dança, Jogo Cia de Dança, Thais Petzhold, Beatriz Diamante e Magda Loitzenbauer, entre outros.

A Cia. Terpsí Teatro de Dança se apresentará na abertura do evento, no dia 26 de junho, na sala Alvaro Moreyra, apresentando sua nova obra coreográfica, “Casa das Especiarias”.

 

Homenagem ao Dia Internacional da Dança

Em 1982 o CID – Comitê Internacional da Dança – da UNESCO instituiu o dia 29 de abril como o Dia Internacional da Dança. A data foi escolhida por marcar o nascimento de Jean-Georges Noverre, importante mestre francês que defendeu não apenas a profissionalização mas também a valorização da dança frente às demais artes.

E a Cia. Terpsí Teatro de Dança ao lado de convidados, participou das festividades do Dia Internacional da Dança em Porto Alegre, apresentando na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mário Quintana, uma Homenagem a Pina Baush, que é sem sombra de dúvidas, uma grande referência para o trabalho da companhia. 

Fotos: Lu Trevisan

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