Por Bathista Freire

A nova Instalação Coreográfica – Casa das Especiarias tem revelado-se de fato instigante e provocadora não só para aqueles que assistem como hoje também, para todos nós que fazemos a “casa” funcionar.

Nesse lugar repleto de cheiros, sabores, amores e dores que recebe tantos visitantes, houve um que em especial nos emocionou com palavras que de tão sinceras tornam-se poéticas e reveladoras… Sentimos a necessidade de compartilhar com todos vocês essa emoção.

Instalação Coreográfica: Casa das Especiarias.

Ainda não sei o quanto fiquei no teatro e o quanto andei no meu passado.

A vivencia sensorial que o espetáculo proporciona me remeteu ao passado e não só pelo cheiro, pelo paladar, a música, a luz tênue, aquele tecido branco, a mesa grande, a visão da cozinha e do armário e o jarro d’água.

A minha Avó Materna, que como reza a lenda, morreu de amor, abandonada pelo meu Avô também estava em cena.

Eu acho que tive uma espécie de regressão espontânea (se é que isso existe).

Essa é uma capacidade da arte que eu não conhecia, saio de casa em 2011, vou para o teatro e consigo voltar a minha infância, numa pequena fazenda em 1965. Revejo a minha Avó e a sua dor.Volto a lembrar dos cheiros, das luzes e da alegria de receber amigos em nossa casa quando eu era criança.

Obrigado ao Terpsi por este presente e parabéns pelo belíssimo trabalho.

                                  Bathista Freire

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